quarta-feira, 1 de julho de 2009

9 anos...



te amo...

terça-feira, 30 de junho de 2009


De tudo ficaram 3 coisas:
A certeza de que
estamos a começar,
a certeza de que
é preciso continuar
e a certeza de que
podemos ser interrompidos
antes de terminar.
Façamos da interrupção
um caminho novo.
Da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sonho uma ponte,
da procura um encontro!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Preste atencao...


Todos procuram um amigo, e ninguém procura ser um deles.

O coração precisa encher-se de alegrias ou de dores. Tanto umas como outras o alimentam. O que este órgão não pode suportar é o vácuo.

Todo o homem tem três carácteres: o que ele exibe, o que ele tem e o que pensa que tem.

domingo, 28 de junho de 2009

A BORBOLETA E O CAVALINHO


Esta é a história de duas criaturas de Deus que viviam numa floresta distante há muitos anos atrás. Eram elas, um cavalinho e uma borboleta. Na verdade, não tinham praticamente nada em comum, mas em certo momento de suas vidas se aproximaram e criaram um elo. A borboleta era livre, voava por todos os cantos da floresta enfeitando a paisagem.
Já o cavalinho, tinha grandes limitações, não era bicho solto que pudesse viver entregue à natureza.
Nele, certa vez, foi colocado um cabresto por alguém que visitou a floresta e a partir daí sua liberdade foi cerceada. A borboleta, no entanto, embora tivesse a amizade de muitos outros animais e a liberdade de voar por toda a floresta,
Gostava de fazer companhia ao cavalinho, agradava-lhe ficar ao seu lado e não era por pena, era por companheirismo, afeição, dedicação e carinho. Assim, todos os dias, ia visitá-lo e lá chegando levava sempre um coice, depois então um sorriso. Entre um e outro ela optava por esquecer o coice e guardar dentro do seu coração o sorriso. Sempre o cavalinho insistia com a borboleta que lhe ajudasse a carregar o seu cabresto por causa do seu enorme peso. Ela, muito carinhosamente, tentava de todas as formas ajudá-lo, mas isso nem sempre era possível por ser ela uma criaturinha tão frágil.
Os anos se passaram e numa manhã de verão a borboleta não apareceu para visitar o seu companheiro. Ele nem percebeu, preocupado que ainda estava em se livrar do cabresto. E vieram outras manhãs e mais outras e milhares de outras, até que chegou o inverno e o cavalinho sentiu-se só e finalmente percebeu a ausência da borboleta. Resolveu então sair do seu canto e procurar por ela.
Caminhou por toda a floresta a observar cada cantinho onde ela poderia ter se escondido e não a encontrou.
Cansado se deitou embaixo de uma árvore.
Logo em seguida um elefante se aproximou e lhe perguntou quem era ele e o que fazia por ali.
-Eu sou o cavalinho do cabresto e estou a procura de uma borboleta que sumiu.
- Ah, é você então o famoso cavalinho?
- Famoso, eu?
- É que eu tive uma grande amiga que me disse que também era sua amiga e falava muito bem de você. Mas afinal, qual borboleta que você está procurando?
- É uma borboleta colorida, alegre, que sobrevoa a floresta todos os dias visitando todos os animais amigos.
- Nossa, mas era justamente dela que eu estava falando.
Não ficou sabendo?
Ela morreu e já faz muito tempo.
- Morreu? Como foi isso?
- Dizem que ela conhecia, aqui na floresta, um cavalinho, assim como você e todos os dias quando ela ia visitá-lo, ele dava-lhe um coice.
Ela sempre voltava com marcas horríveis e todos perguntavam a ela quem havia feito aquilo, mas ela jamais contou a ninguém.
Insistíamos muito para saber quem era o autor daquela malvadeza e ela respondia que só ia falar das visitas boas que tinha feito naquela manhã e era aí que ela falava com a maior alegria de você.
Nesse momento o cavalinho já estava derramando muitas lágrimas de tristeza e de arrependimento.
- Não chore meu amigo, sei o quanto você deve estar sofrendo.
Ela sempre me disse que você era um grande amigo, mas entenda, foram tantos os coices que ela recebeu desse outro cavalinho, que ela acabou perdendo as asinhas, depois ficou muito doente, triste e sucumbiu e morreu.
- E ela não mandou me chamar nos seus últimos dias?
- Não, todos os animais da floresta quiseram lhe avisar, mas ela disse o seguinte:
"Não perturbem meu amigo com coisas pequenas, ele tem um grande problema que eu nunca pude ajudá-lo a resolver.Carrega no seu dorso um cabresto, então será cansativo demais pra ele vir até aqui."
Você pode até aceitar os coices que lhe derem quando eles vierem acompanhados de beijos, mas em algum momento da sua vida, as feridas que eles vão lhe causar,não serão mais possíveis de serem cicatrizadas.
Quanto ao cabresto que você tiver que carregar durante a sua existência, não culpe ninguém por isso, afinal muitas vezes, foi você mesmo que o colocou no seu dorso, OU PERMITIU QUE FOSSE COLOCADO.
“Espero que você possa aceitar as coisas como elas são...
Sem pensar que tudo conspira contra você...
Porque parte de nós é entendimento... a outra parte é aprendizado...
Que você possa ter forças para vencer todos os seus medos...
Que no final possa alcançar todos os seus objetivos...
Que tudo aquilo que você vê e escuta possa lhe trazer conhecimento....
Que essa escola possa ser longa e feliz...pois parte de nós é o que vivemos, a outra parte é o que esperamos...
Que durante a sua vida você possa construir sentimentos verdadeiros....
Que você possa aceitar que só quem soube da sombra, pode saber da luz...”
Para ser feliz não existe poção mágica.
É preciso somente que tenha a alma limpa e desprovida de mágoas e rancores.
Quanto mais tempo ficarmos remoendo as dores mais tempo levaremos para cicatrizar as feridas.
Estamos aqui de passagem. Nada trouxemos e nada levaremos.
Cada um é livre para cumprir a sua missão...
Agradeço, Senhor, os verdadeiros amigos, mesmo imperfeitos e limitados!
Muitas vezes decepciono-me, esquecida(o) de que sou eu quem erra quando espero deles uma perfeição e um perfeito amor o qual somente Vós possui e mesmo aqueles que Vos amam verdadeiramente, são falhos, porque são humanos.
Agradeço, Senhor, pela sua compaixão, pela sua graça, pela sua bondade, que estão sempre presentes, sustentando-me nos momentos mais difíceis.
Agradeço, Senhor, pela pessoa que sou.
E QUE MEUS AMIGOS(AS) PERDOEM-ME POR SER IMPERFEITO(A)...

sábado, 27 de junho de 2009

Salmo do Amanhecer


Quero nascer de novo cada dia que nasce. Quero ser outra vez novo, puro, cristalino.
Quero lavar-me, cada manhã, do homem velho, da poeira velha, das palavras gastas, dos gestos rituais.
Quero reviver a primeira manhã da criação, o primeiro abrir dos olhos para a vida.
Quero que cada manhã a alma desabroche do sono. como a rosa do botão, e surja, como a aurora do oceano, ao sorriso de teus lábios, ao gesto de tua mão.
Quero me engrinaldar para a festa renovada com que cada dia nos convidas
e desdobrar as asas como a águia em demanda do sol.
Quero crer, a cada nova aurora, que esta é a definitiva, a do encontro com a felicidade, a da permanência assegurada, a de teu sim definitivo.

sexta-feira, 26 de junho de 2009


"Se não houver frutos,
valeu a beleza das flores;
se não houver flores,
valeu a sombra das folhas;
se não houver folhas,
valeu a intenção da semente."

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Foi-se-me pouco a pouco amortecendo


Foi-se-me pouco a pouco amortecendo,
a luz que nesta vida me guiava,
olhos fitos na qual até contava
ir os degraus do túmulo descendo.

Em se ela anuviando, em a não vendo,
já se me a luz de tudo anuviava,
despontava ela apenas, despontava
logo em minha alma a luz que ia perdendo.

Alma gémea da minha, e ingénua e pura
como os anjos do céu (se o não sonharam...),
quis mostrar-me que o bem bem pouco dura.

Não sei se me voou, se ma levaram.
Nem saiba eu nunca a minha desventura
contar aos que inda em vida não choraram.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Solidao



Solidão não é a falta de gente para conversar,
namorar, passear ou fazer sexo... isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos
pela ausência de entes queridos que não podem
mais voltar... isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente
se impõe às vezes, para realinhar os pensamentos... isto é equilíbrio.

Tampouco é a pausa involuntária que o destino
nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a
nossa vida... isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... isto é circunstância.

Solidão é muito mais que isto...

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão, pela nossa Alma!

terça-feira, 23 de junho de 2009

TREM DA VIDA


Há algum tempo atrás, li um livro que
comparava a vida a uma viagem de trem.
Uma leitura extremamente interessante,
quando bem interpretada.

Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem,
cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes,
surpresas agradáveis em alguns embarques
e grandes tristezas em outros.

Quando nascemos, entramos nesse trem e
nos deparamos com algumas pessoas que julgamos,
estarão sempre nessa viagem conosco :
nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade;
em alguma estação eles descerão e
nos deixarão órfãos de seu carinho,
amizade e companhia insubstituível...
mas isso não impede que, durante a viagem,
pessoas interessantes e que virão a ser
super especiais para nós, embarquem.
Chegam nossos irmãos,
amigos e amores maravilhosos.

Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio.
Outros encontrarão nessa viagem somente tristezas.
Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas,
outros tantos passam por ele de uma forma que,
quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros que nos são tão caros,
acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto,
somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles,
o que não impede, é claro, que durante o trajeto,
atravessemos com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles...
só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado,
pois já terá alguém ocupando aquele lugar.

Não importa, é assim a viagem,
cheia de atropelos, sonhos, fantasias,
esperas, despedidas... porém, jamais, retornos.
Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível,
tentando nos relacionar bem com todos os passageiros,
procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando,
sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e,
provavelmente, precisaremos entender porque nós também
fraquejaremos muitas vezes e, com certeza,
haverá alguém que nos entenderá.

O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos
em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros,
nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades ...
acredito que sim. Me separar de alguns amigos
que fiz nele será, no mínimo dolorido.
Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos,
com certeza será muito triste,
mas me agarro na esperança que, em algum momento,
estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los
chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram...
e o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei
para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranqüila,
que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos,
o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações
para aqueles que prosseguirem a viagem.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Cigarra e a Formiga


Como a cigarra o seu gosto
É levar a temporada
De Junho, Julho e Agosto
Numa cantiga pegada,
De Inverno também se come,
E então rapa frio e fome!
Um Inverno a infeliz
Chega-se à formiga e diz:
- Venho pedir-lhe o favor
De me emprestar mantimento,
Matar-me a necessidade;
Que em chegando a novidade,
Até faço um juramento,
Pago-lhe seja o que for.
Mas pergunta-lhe a formiga:
"Pois que fez durante o Estio?"
- Eu, cantar ao desafio.
"Ah cantar? Pois, minha amiga,
Quem leva o Estio a cantar,
Leva o Inverno a dançar!"