domingo, 9 de setembro de 2007

Não acredito!...tudo de novo...

Tudo ôquei. Ou não? Millor Fernandes


Sempre que surgem novidades tecnológicas o nível Cultural baixa. Há repetição de coisas passadas como se fossem invenções extraordinárias, velhos lixos culturais como se fossem criações últimas da humanidade. A Internet, mais especificamente, o Google (a cultura prêt–porter), é especialista nisso. No E-meu recebo diariamente esse paradoxo – novidades velhas e afirmações definitivas de coisas não provadas, até mesmo improváveis. Exemplo: ORIGEM DO OK.

INFORMAÇÃO PADRÃO:
Durante a Guerra de Secessão (que eu achava que era um erro de revisão), quando as tropas voltavam para o quartel sem nenhuma baixa, escrevia-se numa placa "0 Killed" (zero mortos). Daí surgiu a expressão O.K. para indicar que tudo estava bem.

COMENTÁRIO DESTE COMENTARISTA:

Etimologia interessante, mas, como tantas, anedótica. Há uma atribuída ao General Grant – responsável pela vitória de Lincoln na Guerra de Secessão, de quem outros generais foram reclamar ao Presidente, pois estava sempre bêbado. Lincoln teria respondido: "Se é assim vou mandar distribuir tonéis de bebidas para todos os outros generais e ver se alcançam os mesmos resultados que ele".
Grant, depois Presidente, segundo a lenda subletrado, pensava que all correct se escrevia Oll Korrect e, portanto, dava aos documentos o seu aval com um OK. Anedota.
O OK já existia. Como já havia, também, uma forma matuta de pronúncia: oll ou orl, korrect. É possível que Grant soubesse disso e estivesse gozando a cara dos seus assessores, a exemplo do Dr. Roberto Marinho, que gostava de bancar de distraído ou até gagá, pra confundir a suficiência, até insolência irônica, dos auxiliares mais jovens (no fim, quem não era?).
Woodrow Wilson usava Okeh em seu papéis: "Okeh. W.W.". Indagado por que não usava Ôkei, Wilson – professor universitário – respondia: "Porque está errado. Procure no dicionário". Procuravam e achavam: "Okeh. Palavra do Choctaw* significando 'É isso'''.
Mas deixo a última palavra com Eric Partridge (neozelandês morto em 1979, o maior etimologista que conheço – que passou os 86 anos de sua vida mergulhado no mistério e na mágica das palavras. Tem pelo menos uma obra-prima, ORIGINS, e um livro, pra nós, curioso: From Sanscrit to Brazil).
"OK. Sua origem não é, como já se acreditou, a palavra Okeh, variação de hoke, do Choctaw*, significando 'Sim, é', mas, mais provavelmente, deriva-se das bandeiras do OK. Clube, da campanha presidencial de 1840, apoiando Martin van Buren (presidente dos U.S. 1837-41), apelidado Old Kinderhook, por ter nascido na cidade desse nome".
Poucos acrogramas (epa!) tiveram mais sucesso do que OK. Depois da campanha de 1840 ele rapidamente perdeu o sentido inicial e passou a ser usado como verbo, advérbio, substantivo e interjeição. Na Inglaterra o OK americano pegou logo, pois, por coincidência, vendia-se um molho muito popular chamado Mason, O. K.
Hoje o OK tem circulação universal e penetrou até na linguagem mais formal. No mundo ocidental sua popularidade só é ameaçada pelo Ciao, italiano.
Ciao , pra quem não sabe, é corruptela da palavra schiavo (escravo). Bem, mas isso é coisa pra outra conversa.


Retirado do Daily Millor (on line) - Ano 07•nº39 - 09/07

Não Preciso disso...

Fernando Pessoa

Saiu ha um tempo no jirnal de Brasilia...

Poema de Tonho França

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Sombra...


Olho a minha sombra
A sombra não me diz nada!
Será a minha sombra
ou sombra de uma alma enfeitiçada?

Oh sombra toma forma
Da personagem que sou
Diz-me de onde venho
Diz-me para onde vou!

Não me deixes no silêncio
Abismal que há em ti
Mostra-me a razão
Porque um dia nasci?!
(Autor Desconhecido)

Me custa acreditar....


...o feriado hipocrita se foi... e chegou o dia mais lindo!!!!!!!!!!!

Nunca Perdoarei


Nunca perdoarei
Nunca teres pedido desculpa
Nunca perdoarei
Nunca teres percebido a culpa

Nunca perdoarei
Nunca peceberes o sofrimento
Nunca perdoarei
Nunca teres percebido o sentimento

Nunca perdoarei
Nunca realizares a importância
Nunca perdoarei
Nunca entenderes a mágoa que causa a tua ignorância

Nunca perdoarei
Nunca...
Nunca perdoarei
Nunca...

Someia Umarji


Imagem de Jörg Gründler

Solitudine


Só! sozinha em meu eu,
Uma fortaleza criada por mim,
Em uma angustia...
Quando saio, me exponho...
Olho para multidão e não vejo...
Não vejo nada...
Cerro os olhos, boca... ouço suspiros...
Sussurros, visagens fugidas do báratro,
Visagens disfarçadas de humanas,
Descrentes, angustiadas, sozinhas...
Assim, lua após lua
Nesta fortaleza... eu vivo,
Sem conhecimento do futuro, e do motivo de estar aqui...

by Bruzu